Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Noticia sobre o combate á poluição

 

Se o acidente com o petroleiro Prestige fosse hoje, Portugal estaria mais bem equipado para se proteger da ameaça que na altura pairou sobre o litoral, uma vez que já tem ao serviço um navio para fazer frente a marés negras, com bandeira e tripulação portuguesa.
Segundo avança a edição desta sexta-feira do jornal Público, a embarcação não pertence, no entanto, à Marinha, que continua a aguardar pelos dois navios prometidos por sucessivos governos, mas sim a uma empresa privada, a Fresti, que a mantém ao serviço da Agência Europeia de Segurança Marítima.
Baseada em Sines, o barco, fretado pela Galp, é, ironicamente, um petroleiro, que, embora não tendo como vocação principal o combate das marés negras, mas sim o abastecimento em alto mar a outros navios, está preparado para fazer face a desastres ecológicos.
A estreia pública do Galp Marine – assim se chama a embarcação – aconteceu ontem, num exercício da agência europeia e da Marinha, ao largo de Sesimbra.
Através de barreiras flutuantes, braços laterais e bombas de sucção, o navio pode recolher até 3000 toneladas de petróleo ou derivados. E está especialmente capacitado para combustíveis pesados, como o que o Prestige transportava, quando se partiu em dois e se afundou ao largo da Galiza, em Novembro de 2002.
No exercício de ontem, a ameaça de poluição foi simulada com uma alternativa insólita, recorda o Público: pipocas. «Têm um comportamento semelhante ao dos hidrocarbonetos», explicou o comandante Velho Gouveia, do Serviço de Combate à Poluição do Mar por Hidrocarbonetos, da Marinha.
O contrato com a agência europeia implica a disponibilidade permanente do navio. A Galp pode continuar a utilizá-lo normalmente, mas, em caso de um acidente de poluição, o navio tem de preparar-se, em 15 horas, no máximo, para seguir para o local da maré negra.
A agência europeia já tem, neste momento, contratos com nove navios, e dois novos deverão ser anunciados em breve.
Há permanentemente dois de plantão no Báltico, dois no Atlântico e dois no Mediterrâneo.
Já os prometidos navios de combate à poluição da Marinha, continuam a existir apenas no papel, já que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo ainda estão a construir os dois primeiros navios de patrulha oceânica - os «patrulhões» - de um lote de oito que substituirão as antigas corvetas da Marinha.
Recorde-se que os navios foram encomendados em 2002 e deveriam estar prontos no ano passado. No entanto, actualmente, o prazo é finais de 2008 ou princípio de 2009, segundo afirmou ao Público a assessora de imprensa do Ministério da Defesa, Inês Rapazote.
Isto porque só depois de concluído o primeiro «patrulhão» é que começará a ser construído o primeiro navio de combate à poluição.
publicado por poluicaonosmares às 08:45
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